O Diário da Sulanca entrevistou o produtor cultural Betto Skin, o homem que há quase duas décadas ferve a cabeça para criar espaços alternativos para a um segmento musical que não tem muito espaço na mídia e nas políticas publicas dos órgãos que deveriam investir na cultura.

Betto falou sobre a 15ª edição do Capibaribe in Rock, evento que já se consagrou como o maior de agreste pernambucano, mas falta apoio para saltos maiores.

Confira o bate-papo com Skin:

Qual a sua expectativa para a 15ª edição do festival?

É um misto de ansiedade com a melhor possível, já que o evento sempre trouxe à cidade artistas de renome na cena alternativa nacional, e isto sempre será um incentivo para que novos músicos surjam na cidade, e consequentemente mais bandas locais.

Que balanço você faz destes 15 anos?

Como disse antes, o objetivo sempre foi trazer artistas que despertassem o interesse, principalmente nos jovens, de montarem suas próprias bandas, porém o que procuramos mostrar é que você pode fazer música com a sua cara e estilo. Hoje a cidade possui bandas nos mais variados segmentos, algumas com estilo bem próprio, cada uma com suas particularidades, mostrando a pluralidade da verdadeira cena alternativa local.

Fale um pouco das atrações. Como foi viabilizada a vinda desta banda da Áustria.

Este ano teremos o prazer de contar com o River Raid (Recife) que já tocou nos maiores festivais do Canadá, e alguns estados americanos que ficam mais ao Norte do país e também no Texas, além de terem tocado em vários festivais pelo Brasil, o Hanagorik (Surubim) tocou por aqui em 2009, e foi dos maiores incentivadores para que nós fizéssemos a primeira edição em 1998, portanto, a presença deles nesta data importante é fundamental, quanto a banda de Viena o contato aconteceu também através do Hanagorik que já os conheciam quando fizeram uma turnê europeia em 2003.

Quanto as bandas locais todas merecem destaque justamente por possuírem uma sonoridade própria, passando pelo hardcore da Calibre, o pop/rock da Resíduos, teremos duas bandas com som mais ‘’pesado’’, Down of Death e Horda, o indie rock do Le Freak e a fusão tresloucada  de rock, blues, funk, maracatu e baião da Coberta de Mulambo.

Quais as dificuldades para a realização do evento este ano?

Este ano com a retirada do apoio pela Prefeitura Municipal, apesar de o evento ser um dos que mais divulgam o nome de Santa Cruz do Capibaribe no meio cultural do Estado, tudo isto devido a ausência de um programa de políticas públicas que incentive os produtores locais, a cultura local, os artistas locais, o que considero um absurdo, pois, o município tem a  obrigação de fomentar iniciativas não só como o Capibaribe in Rock, mas outras que existem na cidade nas mais variadas formas de linguagem. Existe o orçamento pra Cultura, está no site da Câmara de Vereadores pra quem quiser ver, mas por falta de um calendário fixo de eventos, passamos por estas situações.

Como sempre o festival acontece com muita dificuldade apesar de ter um baixo custo para ser produzido, pois a entrada é franca, e não possui fins lucrativos , tivemos que contar ainda mais com ajuda de empresas locais que realmente consideram o festival importante.

Aproveito a oportunidade para agradecer as empresas que apoiam o evento, nomeando cada uma: Joggofi, Yanomami Confecções, Tenda Modas, Pontes Textil, Sport Company, Rota do Mar, Mission Satmp, Pizzaria À Nordestina, Stamprint e a CDL que este ano completa 20 anos de atividade e foi o principal fomentador desta edição.

Também gostaria de agradecer a UESCC pela parceria que é fundamental para o evento, as rádios Vale AM e Comunidade FM, A Capital Vídeo Produções, Ideal Mídia Comunicação e Entretenimento e ao blog Diário da Sulanca.

Também estaremos realizando campanha contra o uso de crack.

Agora é só esperar os shows e cair na diversão.


Por Emanoel Glicério | Marcadores: , ,

1 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Que falta faz o comuna lisboa nestas horas. que os que estão por vir, tenha o seu perfil, acolhimento e resolutividade dos problemas a trancos e barrancos.