O presidente Nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, palestrou na abertura do Seminário: Governos Municipais Socialistas – 2013/2016, com as presenças do vice-presidente Nacional do partido, Roberto Amaral; do primeiro secretário Nacional e presidente da Fundação João Mangabeira (FJM), Carlos Siqueira; do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho; e do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, ambos do PSB. Os líderes do partido no Senado, Lídice da Mata, e na Câmara dos Deputados, Ribamar Alves, assim como o deputado Romário (PSB/RJ) e o senador Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), também participaram da abertura do evento, no qual o PSB Nacional e a FJM reúnem os prefeitos eleitos e reeleitos pela sigla em 2012, com o objetivo de melhor prepará-los para assumir os cargos, em janeiro.

Eduardo Campos revelou que o resultado extremamente positivo do partido nas últimas eleições foi além do esperado pela própria direção do PSB e iniciou homenageando os mais de 600 candidatos socialistas que não se elegeram. “Eles ajudaram a plantar a nossa semente, a semente de um partido que cresceu muito porque se prepara há cinco anos para isso, com um intenso processo interno que buscou identificar nossas fragilidades e fortalecer nossas potencialidades”, enfatizou. O resultado, aponta ele, foi colher os frutos logo na primeira eleição majoritária após esse processo: “Nosso partido foi o que mais cresceu em 2012, o que mais elegeu prefeitos de capitais e o que alcançou o maior índice de reeleição de seus gestores” , enumerou, orgulhoso.

O presidente Nacional da legenda escolheu o tema Por Um Novo Federalismo Brasileiro para introduzir os novos prefeitos nos debates do Seminário. Para ele, a questão, que envolve a distribuição de recursos pela União a estados e municípios, é das mais urgentes para o Brasil atual, reforçada ainda pelo cenário de crise econômica internacional. “Vivemos uma crise fiscal e o tema do modelo de federalismo que precisamos é inevitável, embora polêmico e longe do consenso no mundo inteiro”, afirmou.

Segundo ele, apesar das resistências ao modelo e do vasto território e diversidades regionais, o Brasil conseguiu construir uma federação de fato nos últimos 100 anos. É uma conquista positiva, avalia, visto que o país não enfrenta movimentos separatistas como os que dividem os espanhóis, por exemplo. Entretanto, o federalismo brasileiro enfrenta movimentos pendulares que se alternam, desde a velha República, entre uma grande concentração de recursos e decisões na União, geralmente em governos autoritários, e tentativas de distensão dos entes federados, em tempos de regimes democráticos.

Por Emanoel Glicério | Marcadores:

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