O estado de Pernambuco foi o que mais demitiu no primeiro trimestre de 2013

No acumulado dos três primeiros meses deste ano, Pernambuco demitiu 26.652 postos de trabalho com carteira assinada. Esse resultado coloca o estado como líder na demissão de emprego no Brasil seguindo em 2º Alagoas com menos 24.896 e Paraíba em 3º com menos 9.030 empregos. A região Nordeste foi a que mais demitiu no país com um saldo de menos 74.766 postos de trabalho, somente a Bahia conseguiu admitir mais pessoas para trabalhar com um saldo positivo de 1.508 postos. A economia nacional totalizou uma geração de 306 mil vagas de trabalho formais em todo território nacional. O número mostra que empregos continuam sendo gerados no país, mas a um ritmo cada vez menor: entre janeiro e março do ano passado, o Brasil ganhou 442 mil postos de trabalho e em 2011, haviam sido 583 mil. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado ontem pelo Ministério do trabalho.

Esta diminuição foi sentida de maneira desigual pelos estados brasileiros: 11 unidades da federação mais perderam vagas do que ganharam, outros 16 conseguiram saldo positivo.  O estado de São Paulo foi o que mais criou empregos, com 122.711 novas vagas com carteira assinada. Segundo o Ministério, os números negativos se devem à sazonalidade do cultivo sucroalcooleiro. No entanto, com exceção de Amazonas, Amapá e Rio Grande do Sul, todos os estados tiveram diminuição na criação de vagas.

Já analisando por cidades pernambucanas a cidades que mais cortou vagas por carteira assinada foi Rio Formoso que foram menos 3.025 postos de trabalho, e na outra ponta quem mais admitiu foi a cidade de Petrolina com 653 gerações de empregos a mais.

As quedas em unidades de trabalho mais expressivas foram, além de Rio Formoso, Igarassu (-2.470), Camutanga (-2.296), Sirinhaém (-2.247), Goiana (-2.048), Vicência (-2.041), Cabo de Santo Agostinho (-1.851), Lagoa do Itaenga (-1.713) e Barra de Guabiraba (-1.693). As que mais conseguiram gerar empregos foram, além de Petrolina, Abreu e Lima (223), Belo Jardim (184), Paulista (177), Serra Talhada (155), Sertânia (145) e Inajá (97).

Os números de outras cidades em destaque no âmbito estadual obtiveram o seguinte saldo: Recife (-464), Araripina (-17), Arcoverde (18), Bezerros (-139), Carpina (-67), Caruaru (-407), Escada (-93), Fernando de Noronha (-45), Floresta (-34), Garanhuns (-156), Gravatá (92), Ipojuca (-240), Itapissuma (67), Jaboatão dos Guararapes (-375), Limoeiro (22), Moreno (-70), Nazaré da Mata (21), Olinda (-100), Ouricuri (37), Palmares (-371), Pesqueira (65), Salgueiro (71), Santa Cruz do Capibaribe (-29), São José do Belmonte (-50), São Lourenço da Mata (-55), Surubim (6), Taquaritinga do Norte (52), Toritama (62), Vitória de Santo Antão (-55).

A cidade de Santa Cruz do Capibaribe pela primeira vez, desde que o Caged começou a informar, houve um saldo negativo em postos de trabalho no primeiro trimestre do ano. Em 2010 de Janeiro a Março foram gerados em Santa Cruz do Capibaribe 955 empregos com carteira assinada, em 2011 positivo em 1.190, em 2012 foram 626 empregos a mais, e já em 2013 houve mais demissões do que admissões, com saldo negativo em 29 demissões.


Por Jandson Araújo
Discente e participante do GeFin (Grupo de Estudo em Finanças), UFPE-CAA.
E-mail: jandson.dt@gmail.com

Por Emanoel Glicério | Marcadores:

1 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Taí mais uma farça de dudu precatório.