Senador apóia proposta de desoneração de companhias de água, feita pelo governador Eduardo Campos

O senador Armando Monteiro (PTB-PE) destacou a importância das medidas para combater a seca no Nordeste anunciadas nesta semana pela presidente Dilma Rousseff, durante reunião da Sudene, em Fortaleza (CE). No entanto, considerou insuficientes para o enfrentamento do problema.

Em pronunciamento da tribuna nesta quinta-feira (04), Armando reconheceu os esforços dos governos federal e estadual no combate à seca. Ao todo, serão R$ 9 bilhões para o enfrentamento de problemas gerados pela estiagem, em medidas que vão desde as operações de carros-pipa, construção de cisternas, perfuração de poços, além da prorrogação das operações de crédito rural para os agricultores. Esses recursos se somam, frisou, a outros R$ 7,6 bilhões já aplicados na região.

Armando cita a prorrogação do programa Garantia-Safra que o Senado acaba de aprovar e possibilitará aos agricultores familiares atingidos pela estiagem o pagamento adicional do Fundo Garantia-Safra e do Auxílio Emergencial Financeiro pela quebra da produção 2011/2012. O adicional de R$ 700,00 será creditado aos agricultores que aderiram ao Fundo. Com isso, eles receberão um total de            R$ 1.260,00. Já o auxílio emergencial foi ampliado em até R$ 320,00 por família, totalizando um valor de R$ 720,00.

Os produtores independentes de cana-de-açúcar da região também serão beneficiados com a concessão de subvenção extraordinária. O subsídio será de      R$ 10 por tonelada, limitado a 10 mil toneladas por produtor, atendendo 17 mil agricultores. Outra ação emergencial que mereceu destaque do senador é a expansão para 500 mil toneladas da compra de milho para venda direta ao produtor, a preços favoráveis para pequenos criadores de aves, suínos, bovinos, caprinos e ovinos.

Para o senador, as medidas são um auxílio fundamental para minorar os efeitos econômicos e sociais oriundos da dura e longa estiagem no Nordeste e, em especial, em Pernambuco.

Mas Armando cobrou mais. Quer que o governo federal invista em obras de infraestrutura e políticas públicas para o convívio com a seca. Ele entende que é preciso avançar nas ações que hoje basicamente são emergenciais. “É preciso acelerar as obras de transposição do São Francisco, construir barragens e viabilizar o sistema de adutoras”, disse. Acelerar a implantação da adutora do Agreste é outro empreendimento que irá universalizar o abastecimento de água, assim como a ampliação da adutora do Oeste e a interligação das barragens de Algodão e Tamboril ao sistema em Ouricuri, segundo o senador.

Aliado a isso, Armando compartilha da opinião do governador Eduardo Campos (PSB-PE) de desonerar do PIS-Cofins as companhias estaduais de água, que perdem com a estiagem. “Precisamos ter uma visão estratégica para fortalecer a base econômica da região e das áreas mais suscetíveis à estiagem, calcados num modelo de desenvolvimento de longo prazo”, afirmou.

Por Emanoel Glicério | Marcadores: ,

3 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    senador já parando, começou com muita atitude e depois parou, que foi que este cidadao depois que pegou fama,investiu em santa cruz, fica o direito de resposta

  1. Anônimo disse...:

    Pra quem passou decadas explorando os canavieros com seu pai é muito pouco...

  1. Anônimo disse...:

    mais um paliativo do protetor de merendeiro!!!