Cumprindo agenda na capital paraibana, João Pessoa, a ex-senadora, ministra e candidata a presidência Marina Silva está seguindo uma série de compromissos, que inclui a coleta de assinaturas para a fundação do partido REDE Sustentabilidade, que em Santa Cruz do Capibaribe tem apoio do vereador Fernando Aragão (PTB) e de Cleiton Barboza (PV), candidato a prefeito nas últimas eleições.

Marina disse que para a fundação do REDE já foram coletadas 550 mil assinaturas, mas espera chegar a 800 mil, contando com uma alta margem de fichas preenchidas de maneira errada que são excluídas no processo de contagem.

Marina realizou uma plenária em um hotel de João Pessoa com militantes da nova sigla às 18h, onde explicou além de diretrizes do partido, a maneira de atuação que o REDE deverá exercer no estado.

Amanhã (18), às 10h na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Marina dará uma palestra sobre desenvolvimento sustentável das cidades. “Temos que pensar como providenciar moradia digna, empregos, proporcionar saúde e ao mesmo tempo proteger nossos recursos naturais”, afirmou.

Tempo de propaganda no rádio e TV

Marina falou ainda em entrevista a um programa de rádio, sobre o projeto de lei que limita recursos e tempo de propaganda no rádio e na televisão para os novos partidos: “Isso fere a democracia brasileira, estão tentando impedir que a REDE Sustentabilidade tenha acesso ao rádio e à TV para divulgação de suas ideias, para se ter ideia, o partido do governo terá 14 minutos, estão aprovando uma lei para reduzir nossos 35 segundos para apenas 11, o que é uma coisa desproporcional. Está havendo uma mobilização popular contra isso e contamos com  grande apoio, inclusive do Ministério Público e do ministro Gilmar Mendes (do Supremo Tribunal Federal) para que o projeto não avance e seja considerado inconstitucional”, explicou Marina.

Protestos pelo país

Sobre a onda de protestos que o Brasil vem atravessando nos últimos dias sobre o aumento de tarifas de transportes públicos, o combate a corrupção e o desperdício de dinheiro público, Marina Silva disse estar estudando os movimentos há algum tempo e inclusive já publicou um artigo chamado “Ativismo Autoral” sobre o tema, que segundo ela chegaria ao país, de maneira inevitável e seria semelhante ao movimento ocorrido em países como Grécia, Turquia e Egito: “Está surgindo um novo ativismo no mundo, aqui não seria diferente, muita gente desqualificava os protestos virtuais e eu dizia já em muitas palestras que seria uma questão de tempo para transbordar por todos os países. A população está dando um recado, não querem ser espectadores e sim atores da política, participar de maneira ativa de decisões importantes e indicar onde quer ver aplicados os recursos que são pagos através de impostos. A internet está modificando o comércio, a sociedade, a produção de cultura e conhecimento, por que a política ficaria imune a estas transformações? Este novo sujeito político, eu espero que possa se alinhar em torno de projetos coletivos, sobre o que realmente interessa ao país”, analisou.

Por Walter Miro

Por Emanoel Glicério | Marcadores: , ,

0 comentários: