Nasceu uma aliança capaz de romper a polarização PT-PSDB nas disputas pela Presidência da República. Tucanos e petistas duelam pelo Palácio do Planalto desde 1994.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), marcou um golaço político ao oferecer à ex-senadora Marina Silva a possibilidade de se filiar ao seu partido, deixando em aberto a possibilidade de ela concorrer como vice dele ou até de apoiá-la para a cabeça da chapa. Deu um nó político na presidente Dilma Rousseff (PT) e no senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Para quem dizia que não tinha “plano B”, Marina mesclou ousadia e pragmatismo ao aceitar a entrada no PSB. Como eventual vice de Campos, seria forte cabo eleitoral e poderia ir construindo a sua Rede. Como candidata a presidente, teria uma aliança poderosa para fazer frente ao PT e PSDB.

Por ora, não aconteceu a candidatura presidencial de Campos. Mas, agora, ela pode vir a acontecer. O governador de Pernambuco tem a simpatia do empresariado que anda contrariado com Dilma. O problema é a baixa intenção de voto nas pesquisas.

Se Marina transferir parte do seu cacife para Campos, será o suficiente para torná-lo competitivo a ponto de enfrentar Aécio com risco para o tucano.

No programa da Rede, está a proposta de acabar com a reeleição. Ontem, essa condição era lembrada por aliados de Marina como necessária para um apoio dela a um nome da oposição. Campos prometeu entregar a mercadoria.

Por último, Lula esteve certo o tempo todo em relação à estratégia de evitar hostilizar Campos. O lance do governador de Pernambuco tem potencial para derrotar Dilma no ano que vem, apesar do desdém frequente nas avaliações do marqueteiro João Santana a respeito das chances da oposição em 2014.

Do Blog do Kennedy Alencar 

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