Os principais vereadores que fazem oposição ao governo municipal (Ernesto Maia, Carlinhos da Cohab e Deomedes Brito) denunciaram na manhã deste sábado uma possível fraude no fornecimento da merenda escolar na Capital da Sulanca.

Os vereadores usaram como base denúncias da Policia Federal através da Operação Fastio que investigou esquema de fraude em licitação nos municípios de São Lourenço da Mata, Vitória de Santo Antão, Ipojuca e Salgadinho.

De acordo com Ernesto Maia uma das empresas envolvidas, a A.S Comércio e Representações, realizou um contrato com dispensa de licitação com o município de Santa Cruz para o fornecimento de merenda no valor de R$ 1.367.625,46.

“O contrato com essa empresa teve a assinatura do prefeito Edson Vieira e dos então secretários Gilson Julião e Clécia Lira. Isso mostra que quando Edson Vieira decretou estado de emergência para comprar sem licitação ele estava mal intencionado” atacou Ernesto.

Já o vereador Carlinhos da Cohab foi mais direto no recado ao prefeito: “A Policia Federal está dizendo que a empresa que o senhor acoloiou superfatura a merenda”

Confira a matéria publicada no Jornal do Commercio deste sábado.





OPERAÇÃO FASTIO

Fraude milionária e alimento estragado

Polícia Federal desbarata esquema em licitações envolvendo quatro cidades pernambucanas. Não se sabe ainda se há gestores (prefeitos e/ou secretários) envolvidos

Publicado em 14/12/2013, às 05h57

Gabriela López

A coletiva na Polícia Federal: ação com a CGU e o MPF  / Michele Souza/JC Imagem

A coletiva na Polícia Federal: ação com a CGU e o MPF

Michele Souza/JC Imagem

Uma operação deflagrada nessa sexta-feira pela Polícia Federal revelou um esquema de fraude de licitação para fornecimento de merenda escolar em quatro cidades de Pernambuco: São Lourenço da Mata, Vitória de Santo Antão, Ipojuca e Salgadinho. Segundo previsão da PF, as supostas irregularidades geraram prejuízo de R$ 5 milhões ao longo dos últimos cinco anos, recursos provenientes em parte do governo federal.

O caso envolve cerca de 15 pessoas ligadas a três empresas de fornecimento de alimentos com sedes no Recife e em Camaragibe - A.S Comércio e Representações, M.P. Distribuidor de Produtos Alimentícios e Alves e Souza Distribuidora de Alimentos -, além do escritório de contabilidade que presta serviço para elas (W. Gomes B. Souza).

A suspeita é de participação conjunta em licitações por empresas cujos sócios são parentes próximos, como irmão e filho, - o que aponta para combinação de preços - e superfaturamento de valores, que, em alguns contratos, ultrapassaram 95% da média do mercado. Concorrências a partir de 2008 são alvo das suspeitas. Alguns contratos estão vigentes até hoje.

A investigação partiu de uma denúncia feita, em 2011, ao Ministério Público Federal (MPF) pelo dono de uma empresa que concorreu em uma das licitações e se sentiu prejudicado. Não houve prisões, mas sete pessoas foram encaminhadas para prestar depoimento. Além disso, a PF cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e deteve R$ 37 mil, além de um revólver.

Não foi divulgado um prazo para concluir o inquérito. Após o término, caberá ao MPF decidir se apresentará a denúncia à Justiça. Os envolvidos - que tiveram os nomes preservados - responderão por fraude de licitação, elevação arbitrária de preço, formação de quadrilha e falsidade ideológica.

Caso condenados, podem pegar até 18 anos de prisão. Os empresários já estão proibidos pela Justiça Federal de abrir novas empresas e firmar contratos com órgãos públicos de todas as esferas por pelo menos um ano.
A Operação Fastio ainda vai apurar a participação de gestores e servidores públicos no esquema. "Na esfera criminal há a necessidade de provar a verdade real, se realmente eles (prefeitos e secretários) sabiam das circunstâncias e da proximidade entre os sócios da empresa, se os orçamentos da Prefeitura já eram superfaturados”, explicou o chefe da Controladoria-Regional da União em Pernambuco - que também integrou a operação -, Victor de Souza Leão.

De acordo com ele, está mantido o repasse federal para os municípios envolvidos e caberá aos prefeitos decidir se manterão os contratos.

Por Emanoel Glicério | Marcadores:

1 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    E aí, Edson? Tão cedo no teu mandato e tua quadrilha já está metida em coisa séria como o escândalo da merenda de Zé Merenda. Como se trata de merenda, é tudo farinha do mesmo saco. Esse povo merece isso mesmo.